Sindicato das Empresas de Rádio e
Televisão no Estado de São Paulo

MCom destaca presença do rádio FM em smartphones vendidos no Brasil

Brasília – Conteúdo de serviço publicado pelo governo federal sobre sintonia de emissoras pelo celular abre espaço para analisar como evoluiu a presença do receptor FM nos smartphones

Na última semana, o Ministério das Comunicações publicou uma orientação voltada aos consumidores explicando como sintonizar emissoras de rádio FM diretamente pelo celular, desde que o aparelho conte com receptor FM habilitado. A publicação, com foco em prestação de serviço, acabou trazendo novamente à discussão um tema importante para o setor de radiodifusão: o rádio FM segue está presente nos smartphones vendidos atualmente? E a resposta é sim, de acordo com esses dados.

O recurso continua disponível em diversos aparelhos homologados para comercialização no Brasil, porém deixou de ser uma característica comum em boa parte dos modelos premium lançados nos últimos anos. Atualmente, a própria Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mantém uma relação atualizada dos smartphones que possuem recepção FM habilitada, lista que reúne fabricantes como Motorola, Xiaomi, OPPO, Tecno, Infinix, itel, Positivo, Multilaser e ZTE, entre outros.

O material divulgado pelo Ministério também lembra que a utilização do receptor FM possui diferenças importantes em relação ao streaming. Quando o aparelho conta com a função nativa, a recepção ocorre sem consumo de dados móveis e pode funcionar mesmo em locais sem acesso à internet. Na maior parte dos modelos, entretanto, é necessário utilizar um fone de ouvido com fio, que atua como antena para captar o sinal das emissoras.

Ao contrário dos aplicativos de rádio via internet, a recepção em FM depende da presença de um chip compatível instalado no smartphone. Mesmo quando esse hardware existe, a funcionalidade precisa permanecer habilitada pelo fabricante para que possa ser utilizada pelo consumidor. 

Essa questão ganhou relevância em 2021, quando a Anatel alterou os requisitos técnicos para homologação de celulares no país. Desde então, aparelhos que possuem hardware capaz de receber sinais de rádio FM devem apresentar essa funcionalidade habilitada como condição para obtenção da homologação necessária para comercialização no Brasil. A medida atendeu a uma diretriz estabelecida pelo Ministério das Comunicações e representou uma antiga reivindicação do setor de radiodifusão.

Na época da regulamentação, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) destacou que a ativação do chip FM reforçaria o acesso gratuito ao rádio, permitindo que os usuários acompanhassem a programação das emissoras sem utilização do pacote de dados da internet, além de ampliar o alcance da informação em regiões mais afastadas. Apesar da regulamentação, o mercado de smartphones passou por uma transformação significativa nos últimos anos. A popularização das plataformas de streaming de áudio, dos podcasts e dos aplicativos próprios das emissoras fez com que diversos fabricantes deixassem de incorporar receptores FM em seus aparelhos mais recentes, principalmente nas linhas premium.

Com isso, a presença do rádio FM tornou-se mais comum em smartphones intermediários e de entrada, cenário refletido pela própria lista oficial da Anatel. Embora o recurso permaneça disponível em dezenas de modelos homologados, sua oferta passou a ser bastante concentrada em fabricantes específicos e em determinadas famílias de produtos.

Lista oficial facilita identificação dos aparelhos compatíveis

Para quem pretende utilizar a recepção FM nativa, a Anatel disponibiliza uma relação pública e atualizada dos modelos homologados com essa funcionalidade. A lista permite verificar quais aparelhos chegam ao mercado brasileiro com o recurso habilitado, já que essa informação nem sempre recebe destaque nas especificações comerciais divulgadas pelos fabricantes.

A publicação recente do Ministério das Comunicações reforça justamente essa possibilidade ao orientar o consumidor sobre a sintonia das emissoras diretamente pelo celular. O tema também evidencia que, embora o streaming tenha ampliado as formas de consumo do rádio, a recepção tradicional em FM permanece disponível em parte dos smartphones comercializados no país, preservando características como gratuidade, independência da internet e acesso imediato às emissoras locais.

Autor: Carlos Massaro

fonte: TUDO RÁDIO

SERTESP - Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo
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