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Rádio AM seguirá ativo no Brasil em 2024

Tem repercutido na imprensa geral um possível encerramento das transmissões de rádio na faixa AM em 2024, tendo o próximo dia 31 de dezembro como último dia operacional. De fato, existirão mudanças a partir desta data, mas não será necessariamente a extinção da faixa no Brasil. De acordo com especialistas ouvidos pelo tudoradio.com, o que está previsto no Decreto 8139 da migração AM-FM de 2013 é o reenquadramento do serviço de rádio AM local, ou seja, de baixa potência. Estações que seguirem ativas a partir de 1º de janeiro serão readaptadas em suas características, tornando-se estações regionais. Acompanhe os detalhes:

Em resumo, as rádios AMs de classe C, consideradas AMs locais ou de baixa potência, são impactadas pela medida. Mas na prática isso terá pouco efeito, tendo em vista que a maioria delas já decretaram suas próprias extinções, uma vez que concluíram suas respectivas migrações para a faixa FM. De acordo com o plano básico da Anatel, 699 canais de AM classe C já estão vagos, a maioria por finalizarem sua ida para o FM. Eduardo Cappia, engenheiro da EMC/SET/AESP, informa que restam poucas estações nesta condição no Brasil, que são AMs cuja operação de transmissão vai de 250 a 1000 watts. A adesão geral da migração para o FM foi de 96% até o momento.

Segundo uma atualização do decreto da migração, ocorrida em 2021, de número 10.664, o Ministério das Comunicações promoverá o reenquadramento das rádios AMs de classe C para classe B. Neste caso, é recomendável que a estação entre em contato com seu engenheiro responsável para maiores infornacoes de como encaminhar a readequação.

Outro detalhe importante é que o ouvinte ainda terá algumas rádios AMs de baixa potência (classe C) operantes pelos próximos anos, já que algumas dessas estações migraram para o eFM (FM estendido) e possuem direito de continuar ativas no AM durante um período de até cinco anos, como transição. Neste caso, a operação AM seguiria sem alteração, até que a migrante encerre essa transmissão dentro do prazo máximo indicado pelo processo de migração.

Do ponto de vista prático de cobertura, uma FM de baixa potência já possui capacidade de cobertura superior à de uma AM de baixa potência, considerando a melhor qualidade da transmissão em FM e a oferta de receptores mais modernos. Ou seja, o serviço de rádio local segue existindo no país através da faixa FM.

Já a faixa AM seguirá em operação com as estações de classes B e A, que são popularmente consideradas como regionais e nacionais. As poucas rádios AMs de classe C que não migraram para o FM terão essa readaptação de classe depois do prazo estipulado pelo decreto, sendo essa a readequação feita pelo MCom.

Autor: Daniel Starck

fonte: TUDO RÁDIO

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