Sindicato das Empresas de Rádio e
Televisão no Estado de São Paulo

O futuro da radiodifusão brasileira

Senhoras e senhores, aqui fala o seu repórter Esso, testemunha ocular da história.” A clássica vinheta do programa de rádio Repórter Esso, que embalou muitos brasileiros nas primeiras horas da noite, deixou de ir ao ar em 1961, mas hoje ela é facilmente acessada em qualquer passeio rápido pela internet. O rádio, meio que constituiu durante décadas um dos eixos da vida cultural brasileira, encontra-se num momento de transição com o avanço das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Elos da cadeia produtiva deste importante segmento das indústrias midiáticas e culturais vêm sendo redesenhados, com impactos sobre interesses econômicos e políticos, relações trabalhistas, oferta de conteúdos (jornalísticos e de entretenimento) e hábitos de escuta da população.

A permanente reinvenção do rádio

Um velho companheiro de milhões de brasileiros completou 90 anos neste mês, e nesta semana comemorou-se o seu dia. Em 7 de setembro de 1922, um discurso do presidente Epitácio Pessoa, em comemoração ao centenário da Independência, marcaria a primeira transmissão oficial de rádio no Brasil. Com equipamentos trazidos, especialmente, dos Estados Unidos, o lançamento no Teatro Municipal do Rio de Janeiro teve um caráter experimental.

MANIFESTO SÃO PAULO

Em São Paulo, no dia 25 de setembro de 2012, radiodifusores reunidos no 17º Congresso de Radiodifusão promovido pela AESP – Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo , comemoraram os 90 anos de Rádio no Brasil.

Marco Civil emperrado

Proposta para definir princípios para a internet no Brasil é adiada e esbarra outra vez na neutralidade de rede

SÃO PAULO – A votação do marco regulatório que propõe regras para a internet no Brasil foi adiada pela terceira vez em três meses. De novo, a comissão especial criada para elaborar e discutir o projeto não chegou a um acordo, o que impede o envio do projeto ao plenário da Câmara dos Deputados.

A razão é um embate entre empresas de telecomunicações, provedores de serviço, governo e setores que defendem a ampla liberdade no ambiente online. Em disputa está a redação final sobre a neutralidade da rede e, em menor grau, a responsabilidade de empresas como Google e Facebook por conteúdos ofensivos publicados por terceiros.

A última reunião da comissão foi adiada pelo relator Alessandro Molon (PT-RJ) por suspeita de que deputados apresentariam “voto em separado”, que permitiria criar um texto novo logo após a rejeição do original.

Ricardo Izar (PSD-SP) era um deles. “Acho um tema muito importante para ser votado em pouco tempo. Faltou debate. A sociedade foi ouvida, mas a parte técnica faltou”, diz.

Assim como ele, o deputado Eli Correa Filho (DEM-SP) foi procurado por empresas de telecomunicações e associações. “Eles (provedores de internet) são contra a neutralidade. Eles expõem a opinião deles, e a gente vai assumindo um ponto de vista com essas explicações. Por isso eu ia apresentar voto em separado”, diz. “Acho que a votação pode acontecer se flexibilizarem o artigo sobre neutralidade, porque não altera em nada o relatório. A questão toda é o CGI.”

Disputa. CGI.br é a sigla do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Ele foi criado em 1995 e é composto por representantes do governo, do setor privado e da sociedade civil.

O impasse criado sobre a entidade está no fato de que o relatório final do Marco Civil estabelece que ela deve ser ouvida para autorizar discriminações de tráfego. Governo e teles questionam a legitimidade do CGI.br e querem que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) conste no texto em seu lugar.

“Não é que o CGI não possa ou deva ter um papel nessa regulação. O problema central é a ausência de um marco jurídico-institucional claro”, diz o professor de Direito da Universidade de Hong Kong, Marcelo Thompson. “Nada garante, por exemplo, a permanência da formatação atual do CGI. Enquanto isso não for definido, de fato, não cabe a atribuição do CGI em um diploma legal.”

Para o relator existe uma “supervalorização” da discussão. “Estão tratando como um desrespeito à Anatel. Não é nada disso. Trata-se de valorizar um órgão que é respeitado no campo da internet.”

Demi Getschko, do CGI, diz que há compreensão equivocada do artigo. “O CGI não é o guardião da neutralidade. A gente daria argumentos para justificar a quebra ou não da neutralidade”, diz. “O Marco Civil é da internet e não das telecomunicações. Telecomunicações a Anatel regula, mas a internet legalmente é ‘serviço de valor adicionado’ e isso vai além da Anatel.”

O presidente da comissão especial diz que prepara uma audiência pública para debater e resolver a questão. “É preciso discutir. Votar contra o governo seria um tiro no pé. Sou a favor do CGI e sou a favor da neutralidade. Mas se tivermos que fazer um acordo a preferência é pela neutralidade”, diz o deputado João Arruda (PMDB-PR).

O advogado Omar Kaminski estranha a insistência do governo pela Anatel. “Ambos têm cadeira cativa no CGI”, diz. “O princípio da neutralidade é que coloca o Brasil na vanguarda, junto de Chile e Holanda.”

O Marco Civil tem futuro ainda incerto. O relator acredita na solução rápida dos impasses para votar o projeto depois do primeiro turno das eleições. Mas, se houver mais discussão e audiências, como promete João Arruda, a votação deve demorar. Alguns deputados sugerem esperar a votação de projetos como a Lei Azeredo e a Lei de Crimes Cibernéticos, além da Conferência Mundial sobre Telecomunicações Internacionais, que ocorre em Dubai em dezembro e pode mudar regras do setor.

Enquanto isso, a ideia de estabelecer os direitos dos usuários brasileiros segue em espera.

Câmara aprova dez concessões de radiodifusão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na quarta-feira (19), em caráter conclusivo, dez projetos de decreto legislativo (PDCs) que autorizam ou renovam, pelo período de dez anos, concessões de serviços de radiodifusão em seis estados.

Plano define como será fiscalização de emissoras de TV

As emissoras de televisão serão prioridade para os fiscais do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em 2013, segundo o Plano Anual de Fiscalização (PAF) dos Serviços de Radiodifusão. O objetivo é cumprir a meta prevista no Plano Plurianual 2012-2015 de fiscalizar todas as estações de radiodifusão brasileiras no período de quatro anos.

Votação do marco civil da internet fica para após as eleições

A proposta de marco civil da internet (PL 2126/11) será votada pela comissão especial que analisa a matéria apenas em outubro, após as eleições, segundo previsão do relator do projeto, deputado Alessandro Molon (PT-RJ). A votação estava prevista para esta quarta-feira (19), mas o relator preferiu adiar a discussão, depois de receber a notícia de que pelo menos dois votos em separado seriam apresentados. “Consideramos mais prudente fazer a votação após as eleições, quando tivermos a certeza de um quórum que garanta a aprovação do meu relatório”, afirmou.

De 200 aparelhos a veículo mais relevante, televisão brasileira completa 62 anos

Há 62 anos foi ao ar a primeira transmissão de TV aberta no Brasil. No dia 18 de setembro de 1950 a TV Tupi foi inaugurada em São Paulo por iniciativa do empresário Assis Chateaubriand, dono do grupo Diários Associados. A estreia só pôde ser assistida por cerca de 200 aparelhos distribuídos pelo próprio Chateaubriand e por curiosos que se aproximaram dos 22 receptores distribuídos em vitrines de lojas no centro da cidade.

SERTESP - Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo
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