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Consumo de rádio aumenta com canais diversificados

Engana-se quem, porventura, pense que o hábito de consumir conteúdos em áudio é um conceito da era pré Internet e restrito aos deslocamentos feitos de carro. O Inside Radio 2021, estudo realizado pela Kantar IBOPE Media, mostra que o meio rádio é consumido por 80% dos brasileiros – um crescimento de dois pontos percentuais em relação ao resultado obtido na última edição do levantamento, feita no ano passado. Ao todo, concluiu-se que três a cada cinco brasileiros ouvem rádio todos os dias, com uma média de tempo diári0 de 4 horas e 26 minutos.  

A amostragem escolhida pela instituição foi a população ouvinte de rádio de 13 regiões metropolitanas do País. São elas:  Belo Horizonte, Campinas, Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Fortaleza, Recife, Salvador, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Goiânia e Distrito Federal. Segundo a Kantar, estas áreas são responsáveis por 75% do investimento em mídia no Brasil. A pesquisa concluiu que a região Sul é a que mais ouve rádio, com um resultado de 85% do público declarando consumir o formato, seguida do Nordeste (81%), Centro-Oeste e Sudeste (80% para ambas). Todas as regiões também registraram aumento em relação à pesquisa de 2020. Outro ponto de atenção é a credibilidade. De 2014 a 2020, a porcentagem das pessoas que confiam no rádio para se manterem informadas oscilou entre 51% e 45%. Já neste ano, esse resultado saltou para 69%.

 

A pesquisa identificou que o perfil dos ouvintes é equilibrado, com 52% sendo mulheres e 48% homens. A classe C é a que mais consome rádio, representando 43% de todo o público, predominando sobre as classes A e B (40%). Por conta da tradicionalidade do meio, o público com mais de 60 anos se destaca em termos de idade (21%), contra 20% de adultos entre 30 e 39 anos e 19% de 40 a 49. Entre os locais em que o áudio é consumido, o Inside Radio Kantar 2021 mostra que a própria casa é citada por 71%; o carro por 24% e outros locais por 10%. Trajeto e trabalho aparecem com menor porcentagem, com 8% e 2%, respectivamente.  

 

Ainda que o áudio seja um recurso antigo, hoje os canais são os mais diversos para justificar o aumento da transmissão. A Internet é citada por 10% da população como canal dos ouvintes nos últimos 30 dias. Neste ambiente digital, o celular se destaca como o device mais usado pelos consumidores (66%). O segundo lugar é ocupado pelo computador (37%), enquanto outros equipamentos são citados por apenas 8% dos entrevistados.

 

Em relação ao conteúdo, o consumo de músicas e outros tipos de áudio através do YouTube é feito por mais da metade dos indivíduos (59%). Em seguida, aparecem músicas em apps de streaming, como Spotify e Deezer, com 37%; podcasts com 31% – um aumento de 32 pontos percentuais quando comparado com o ano passado -; e rádio online com 18%. Nesse cenário, a faixa etária que se destaca entre os ouvintes é a de jovens entre 20 e 39 anos, das classes A e B.

 

De acordo com Giovana Alcantara, diretora de desenvolvimento de negócios regionais da Kantar IBOPE Media, o rádio se expande através da sua capacidade de unir o melhor de dois mundos: a credibilidade e o companheirismo do dial com o dinamismo do online. “Essa audiência conectada, que gosta de ouvir rádio pelo celular ou no computador, também precisa ser compreendida pelas emissoras e anunciantes”, afirma a executiva.

 

Publicidade por áudio

 

O Inside Radio 2021 ressalta a força da diversidade de canais para a ampliação de oportunidades para marcas e anunciantes. A Kantar estabeleceu um ranking dos formatos que mais captam a atenção dos ouvintes: em primeiro lugar, aparecem os comerciais, com 50%. Na sequência, o TOP 5 continua a ser formado por promoções na programação da emissora (28%); ações publicitárias feitas por locutores durante os programas de rádio (26%), anúncios inseridos na playlist do aplicativo que os consumidores estão ouvindo (21%) e, por fim, anúncios feitos durante podcasts (10%).

 

Entre os setores que mais investem em anúncios no meio, serviços ao consumidor, comércio e financeiro/securitário concentram, juntos, quase ⅔ de todas as verbas destinadas à publicidade (65%). As demais posições são ocupadas pelo segmento farmacêutico (5,8%) e telecomunicações (5,1%). De acordo com a Kantar, quase 5 mil anunciantes investiram em publicidade no rádio – dos quais 2.376 veicularam anúncios exclusivamente no meio. 

 

Por fim, o estudo relembra o boom dos aplicativos destinados exclusivamente a áudio. O Clubhouse se apresentou ao público no início deste ano e, segundo dados do SensorTower, colecionou mais de 10 milhões de downloads em fevereiro. O Twitter e o Facebook seguiram a mesma estratégia de criação de espaços dentro das plataformas destinadas a canais de conversas, com o Spaces, Soundbite e Live Audio Romes, que perpassam desde salas de discussão até ferramentas de reprodução de podcasts. 

 

FONTE: MEIO&MENSAGEM – AESP

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