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Conteúdo falado: Rádio lidera em consumo e colabora com o avanço dos podcasts nos EUA

O mercado de rádio norte-americano fechou a semana passada repercutindo uma pesquisa da Edison Research e da NPR sobre o consumo de conteúdo falado em formato de áudio. Esse ecossistema conta com formatos que vão do jornalismo, passam por esportes e também são de entretenimento/variedades. Segundo o levantamento, o Rádio detém a maior parcela de consumo, principalmente nos carros (em trânsito), mas vê um avanço significativo no consumo de podcasts, em especial nas residências norte-americanas. Porém, os próprios grupos de rádios dos EUA são determinantes para impulsionar esse crescimento do podcast. Acompanhe:

Segundo o levantamento, o áudio falado está em um momento especial em popularidade, impulsionado principalmente por dispositivos digitais. Segundo as últimas pesquisas da Edison Research e da NPR, o número de norte-americanos que ouvem conteúdo falado diariamente subiu para impressionantes 135 milhões, representando quase metade (48%) da população com 13 anos ou mais.

A imprensa especializada avançou nesses números e é taxativa em dizer que esta tendência crescente não é apenas um fenômeno passageiro. Nos últimos nove anos, a participação do áudio falado no tempo total de audição aumentou 55%. Em 2023, o tempo médio diário dedicado a este tipo de conteúdo em casa subiu para 41 minutos, comparado a 27 minutos em 2014. Essa mudança no comportamento do ouvinte reflete uma adaptação às novas formas de consumo de mídia, onde os dispositivos móveis agora desempenham um papel crucial, segundo as reportagens.

E o local de audição influencia a escolha do meio. Em casa, 41% do tempo de áudio falado é dedicado ao rádio AM/FM (incluindo o streaming de rádio), enquanto 40% vai para podcasts. No entanto, no carro, o rádio falado em AM/FM domina, com 62% do tempo de audição, enquanto a participação dos podcasts é muito menor, com 19%. No ambiente de trabalho, os podcasts têm a maior participação, com 45%. Detalhe: a medição não considera outros conteúdos que não sejam ‘falados’; ou seja, quando adicionada a música, a liderança do rádio avança.

Cabe como nota o fato de que o rádio é um forte indutor desse ecossistema de podcasts. Recentemente a iHeartMedia alcançou liderança geral em consumo de podcasts, segundo ranking da Podtrac, repercutido pelo tudoradio.com em setembro passado. Os principais grupos de rádios dos EUA se especializaram como plataformas de streaming e audio on-demand (podcasts), o que também acabou revertendo em fortes receitas digitais para esses nomes. Existe um uso massivo e quase exaustivo das estações de rádio AM/FM na promoção de podcasts. O mesmo vale para a própria NPR, rede pública que é considerada uma referência na produção e distribuição de áudio on-demand.

 

Novamente sobre os dados de consumo de conteúdo falado, a imprensa local afirma que eles destacam a diversidade e a adaptabilidade do consumo de áudio falado. Enquanto os podcasts continuam a ganhar terreno, especialmente em ambientes domésticos e de trabalho, o rádio AM/FM também segue como uma força dominante no carro, mantendo sua relevância em um cenário de mídia em constante evolução, além de manter relevância nas residências, seja pelo sinal terrestre e o crescimento do streaming das estações.

Qual a razão de olhar para lá fora?

tudoradio.com costuma observar esses pontos de curiosidade dos números do rádio internacional para mapear possíveis mudanças de hábitos e a manutenção do consumo de rádio em diferentes países. Assim como ocorreu no ano anterior, periodicamente a redação do portal irá monitorar o desempenho do rádio nos principais mercados do mundo e, é claro, fazendo sempre uma comparação com a situação brasileira. E, como de costume, repercutindo também qualquer número confiável sobre o consumo de rádio no Brasil.

 

Autor: Daniel Starck
fonte: TUDO RÁDIO

 
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